TCE-PR celebra o Dia Internacional da Mulher com debate sobre participação feminina e desafios institucionais

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) realizou, no dia 6 de março, o evento “Quem é a mulher de hoje?”, reunindo servidoras e servidores no auditório da Corte para refletir sobre os avanços, desafios e o papel das mulheres na sociedade e nas instituições públicas.

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A abertura institucional contou com a participação de Cinthya Pedron Cacatori, Diretora-Geral do TCE-PR, Lohalde Cristine Souza, Diretora de Gabinete da Presidência, e Vivianelli Araújo Prestes, Diretora de Gestão de Pessoas, que destacaram a importância de reconhecer a trajetória das mulheres no serviço público e fortalecer ambientes institucionais cada vez mais respeitosos, inclusivos e comprometidos com a igualdade de oportunidades.

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Dados revelam presença e desafios da participação feminina

Durante o painel “Mulheres no Paraná: Dados e atuação do TCE-PR”, foram apresentados indicadores institucionais sobre a participação feminina no Tribunal.

Os dados mostram que as mulheres representam aproximadamente 31% do quadro de servidores do TCE-PR, enquanto os homens correspondem a cerca de 69%. Embora a presença feminina tenha avançado ao longo dos anos, os números evidenciam que ainda há espaço para ampliar a participação das mulheres, especialmente em posições de liderança.

Quando analisada a ocupação de cargos de confiança, observa-se que: 36% dos cargos em comissão são ocupados por mulheres, enquanto 64% estão com homens;

 

Os dados reforçam que, apesar da crescente presença feminina no serviço público, a ocupação de posições estratégicas ainda é um desafio a ser enfrentado.

Qualificação e presença consolidada

O levantamento apresentado também destacou o elevado nível de qualificação das servidoras do Tribunal. Entre as mulheres que atuam no TCE-PR:

  • 180 possuem especialização completa12 possuem mestrado4 possuem doutorado.

Além disso, 185 mulheres integram o quadro efetivo do Tribunal, demonstrando presença consolidada na estrutura institucional.

Outro dado relevante refere-se ao tempo de atuação das servidoras: o maior grupo encontra-se na faixa de 1 a 10 anos de carreira, com 159 servidoras, indicando um processo de renovação e fortalecimento da participação feminina na instituição.

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Políticas públicas e enfrentamento à violência

O evento também contou com a apresentação da auditora Camila Ribeiro Felix, que abordou o tema “Políticas Públicas Municipais de Enfrentamento à Violência contra a Mulher”, destacando a importância da atuação das instituições de controle no acompanhamento e avaliação dessas políticas públicas.

Na sequência, o painel “Direitos e Desafios da Mulher de Hoje: entre Leis e Realidades” reuniu a Promotora de Justiça Amarillis Fernandes Picarelli Cordolli, do Ministério Público do Paraná, e a psicóloga, professora e advogada Marla Rafart, com mediação de Vivianelli Araújo Prestes.

Durante o debate, foram discutidos os avanços legislativos voltados à proteção das mulheres e os desafios ainda presentes na efetivação dessas políticas na realidade social.

Papel institucional e apoio da AUDTCE/PR

Associação dos Auditores de Controle Externo do Paraná (AUDTCE/PR) também acompanhou o debate e reforça que temas como a valorização da mulher no serviço público e os desafios enfrentados pelas profissionais em posições de responsabilidade institucional devem fazer parte das reflexões permanentes das instituições.

 

Para a entidade, discutir a presença feminina no controle externo vai além da defesa da carreira ou da função de auditoria. Trata-se também de reconhecer as dificuldades históricas enfrentadas pelas mulheres na ocupação de espaços de liderança e tomada de decisão, inclusive em áreas técnicas e de fiscalização.

A associação reafirma seu compromisso com a promoção de ambientes institucionais baseados no respeito, na equidade e na valorização profissional, reconhecendo que o fortalecimento do controle externo também passa pela pluralidade de perspectivas e pela participação efetiva das mulheres nas estruturas de decisão.

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